sexta-feira, 19 de agosto de 2011
emílio
hoje eu aprendi que é preciso dizer não para essas crianças famintas. sim, eles precisam de um olhar gelado e questionador de vez em quando para se tocarem que suas ações têm consequências e podem magoar o outro. o caio talvez não ali tenha se tocado que não é certo usar informações de caráter pessoal de outras pessoas para agredi-la, do tipo "sua mãe tem câncer" ou " você não conhece seu pai". quando ele foi cobrado a respeito, disfarçou e voltou ao seu lugar um pouco mais quieto, as sem deixar transparecer que queria naquele momento parar e pensar sobre o que fez ou simplesmente sentir a dor da consciência pesada, culpa ou algo que o valha. será que é assim que se transmite valores éticos para os mais jovens? no momento do erro, apontá-lo e dizer as consequências de praticá-lo. Tantas crianças famintas de cuidado. Algumas passam a infância toda desejando...querendo...passando vontade. doce. o entorpecimento do açúcar. hoje eu aprendi. essa noite eu sonhei que engasgava a ponto de quase sufocar, era como se minha garganta, laringe ou faringe inchasse e o ar não conseguisse aterrissar em seu destino pulmonar (droga, uma rima). enfim, ninguém me ajudava eu simplesmente perdi ao ar na escola. Mas da minha parte, ó Grande Força Motriz, to alimentando esses bezerro desmamado. Apesar da minha contagem dentro do ritmo ser mecânica. Ele recebe minha humildade como uma afronta. não vou contar nenhuma estória que ele não queira auscutar.
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